A influência dos traços de personalidade no contexto organizacional

Traços de Personalidade ajudam no trabalho
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No dia a dia podemos ouvir frases como “você tem personalidade forte”, “você se destaca pela sua personalidade” ou até “sua personalidade é um diferencial”. Mas será que sabemos realmente o que é personalidade e qual a importância dela na nossa vida profissional?

Algo que muitos podem não saber é que a personalidade é um dos mais poderosos indicadores de sucesso futuro, pois tem grande influência sobre a vida, podendo determinar crenças, atitudes e comportamentos.

Especialistas garantem que os traços de personalidade de uma pessoa podem variar no início da trajetória profissional, mas tendem a estabilizar-se com o tempo. Então, descobrir o tipo de personalidade e de que forma ela pode determinar o sucesso na carreira profissional é um grande diferencial para os indivíduos, e o melhor ainda, é saber como aproveitar cada traço de personalidade a seu favor.

A personalidade é uma constelação com muitos traços diferentes que interagem simultaneamente, e são determinantes para um indivíduo. Descobrir como é a personalidade de cada profissional da equipe pode fazer com que a empresa obtenha grandes resultados e também atinja seus objetivos de negócios.

O entendimento dos traços de personalidade proporciona informações valiosas sobre a perspectiva do trabalho, como:

•Se o foco está nas metas e objetivos, ou se prefere uma abordagem mais descontraída para trabalhar;
•Reação ao estresse;
•Capacidade de lidar com novas ideias e métodos de trabalho;
•Abordagem para o risco e possíveis conflitos interpessoais
•Desejo de ser o número 1;

Os primeiros psicólogos a categorizar a personalidade humana começaram examinando as palavras que eram usadas para descrever as pessoas e identificar como elas poderiam ser agrupadas no que se reconhece como traços de personalidade.

Em 1927, Gordon Allport examinou cada palavra do dicionário de inglês da época e identificou 4.500 palavras que poderiam ser consideradas “traços”, ou seja, palavras que poderiam ser usadas para descrever uma pessoa. Essa foi uma importante contribuição para a teoria das características que seria construída nas décadas seguintes, até que os pesquisadores começassem a convergir em torno do mesmo modelo.

De lá para cá muita coisa mudou. Hoje, o modelo de personalidade humana mais amplamente pesquisado e aceito é o Modelo de Cinco Fatores (FFM) ou o “Big 5”, que é amplamente validado como a categorização mais precisa dos traços de personalidade humana. Ele categoriza os traços de personalidade da seguinte forma: Abertura, Conscienciosidade, Extroversão, Agradabilidade e Neuroticismo.

Entretanto, quando o tema é encontrar as pessoas certas que vão impulsionar o crescimento de uma empresa, a ferramenta que oferece maior probabilidade de acerto é o Indicador de Traços de Alto Potencial (HPTI), que mede os diversos traços de personalidade dos profissionais e prevê o sucesso que eles podem ter no trabalho.

Os traços medidos por essa ferramenta são:

Conscienciosidade: Está presente em pessoas que tendem a se concentrar nos objetivos e em como alcançá-los, e geralmente são automotivadas. Pessoas com níveis mais baixos desse traço tendem a ser tranquilas e descontraídas, aceitando as coisas como elas surgem.

Resiliência: Pessoas resilientes ficam calmas sob pressão e raramente experimentam estresse ou emoções negativas. Já as com pouca resiliência podem ter reações emocionais mais intensas ao estresse e pressão.

Curiosidade: Pessoas com esse traço de personalidade geralmente gostam de novidades, aprendizado e variedade no mundo ao seu redor. As que têm níveis mais baixos desse traço preferem abordagens convencionais e métodos confiáveis.

Audácia: Pessoas com altos níveis de Audácia desejam resolver problemas interpessoais de forma proativa e não temem o confronto. Já as com níveis mais baixos desse traço tendem a ser mais agradáveis e evitam conflitos.

Aceitação de Ambiguidade: Pessoas com altos níveis de aceitação de ambiguidade prosperam em situações incertas e gostam da complexidade. Aqueles com níveis mais baixos desse traço preferem altos níveis de clareza e soluções diretas para os problemas.

Competitividade: Pessoas com altos níveis de competitividade são motivadas por poder e influência, sempre com o objetivo de vencer. Aqueles com níveis mais baixos desse traço preferem ambientes não competitivos que se concentram na cooperação em grupo.

Hoje, as empresas que buscam descobrir antecipadamente se um profissional tem ou não capacidade de ser estratégico dentro das atribuições de seu cargo, não podem abrir mão das ferramentas de personalidade.

E não é só a empresa que ganha com esses resultados, os líderes também, pois proporciona autoconhecimento além de contribuir para adaptação do estilo de liderança e planos de desenvolvimento de equipe.

Rejane Matos – É Administradora com especialização em Inteligência de Mercado e gerente de Marketing do Grupo Soulan.

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