Como será o futuro do mercado de trabalho?

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A resposta para a pergunta deste título certamente vale 1 milhão de dólares – afinal, após o surgimento da pandemia, nem os maiores especialistas se atrevem a antecipar ou prever com assertividade o cenário futuro de suas áreas.

Com a alta contaminação pela variante ômicron, muitas empresas estão repensando a volta ao trabalho presencial e incluindo em suas estratégias de negócios outras iniciativas para garantir a segurança de seus colaboradores.

Mesmo diante de tantas incertezas, tenho a ousadia de comentar sobre as perspectivas para uma área que tem se mostrado fundamental neste período pandêmico, a de Recursos Humanos. Com base em minhas análises de mercado e do que vem acontecendo nas empresas clientes, acredito que a maior dificuldade das lideranças será como voltar à rotina quando tivermos segurança para isso. Afinal, existem aqueles que já estão totalmente habituados ao trabalho em home office, enquanto outros querem voltar para o escritório, e os líderes deverão levar em consideração os desejos dos profissionais.

Precisamos considerar também que nem todo mundo pôde trabalhar em home office, pois muitos trabalhos operacionais devem ser realizados presencialmente. Existem ainda os casos das pessoas que não querem trabalhar em casa, por falta de espaço ou estrutura para isso. Diante desses desafios, conseguir criar políticas e formas de gestão que permitam aos líderes avaliar de forma igual essas duas situações será algo fundamental. Trabalhar este cenário dentro das organizações certamente exigirá das lideranças uma flexibilidade que contemple uma forma diferente de gestão para cada profissional e situação específica.

Outra questão que provavelmente teremos que enfrentar é a busca por talentos. Sabemos que no Brasil temos uma grande dificuldade de formar bons profissionais e toda retomada traz uma situação conhecida: o apagão de mão de obra. Isso já está acontecendo na área de Tecnologia da Informação, principalmente pelo boom da transformação digital ocorrido na pandemia, mas acredito que todas as áreas técnicas passarão por isso em 2022. Por isso as empresas terão, de alguma forma, que se preparar para capacitar seu pessoal, contratar profissionais que talvez não tenham todos os skills necessários e desenvolver o que falta dentro da própria casa.

É preciso considerar nesse debate sobre perspectivas de futuro é que a transformação digital veio para ficar. Isso é inegável, e se as empresas não tiverem processos para se comunicar com suas equipes e clientes usando os recursos mais modernos certamente ficarão para trás.

Frente a todo esse cenário, concluímos que as organizações precisarão ser cada vez mais flexíveis, adotando o formato híbrido para atender a todos os seus públicos, internos e externos. E mais: elas têm obrigação de não fechar os olhos para a realidade de nosso país e de seus colaboradores, entendendo a situação de cada um e criando alternativas para que todos possam se sentir acolhidos para desempenhar bem seus papéis e atingir os resultados esperados.

Temos visto, com isso, muitos debates sobre as habilidades que serão exigidas dos profissionais a partir deste ano. Hard skills, soft skills e inteligência emocional são temas em destaque, mas, do meu ponto de vista, o que realmente fará diferença é o líder avaliar de que forma as pessoas reagem às mudanças. E aqui eu não estou falando de ser impulsivo ou reativo, mas sim perceber que as mudanças estão acontecendo e se preparar para elas – a alternativa é ficar cego às mudanças e não enxergar que o meteoro está caindo.

Nessa última alternativa, você será extinto, assim como aconteceu com os dinossauros! É essencial conseguir mapear o que está acontecendo em sua carreira e o que é necessário fazer para continuar sendo um profissional requisitado pelo mercado. Essa é uma avaliação individual de cada um, mas uma questão deve ser levada em consideração: Como eu reajo às mudanças?

De novo, não estou falando de velocidade, porque cada um tem seu tempo e seu jeito de reagir. Estou me referindo à capacidade de entender o que acontece ao seu redor para saber se você vai ter uma vida profissional ainda longeva ou se já está na hora de procurar alguma outra atividade para fazer. E se estiver procurando outra atividade, como você vai fazer para alcançar seus objetivos de carreira? No fim, essa é a chave para que os profissionais possam trabalhar cada vez melhor no futuro.

Com tudo isso em pauta, o profissional de RH é fundamental e sua principal responsabilidade é continuar treinando, treinando e treinando. A área tem a missão de demonstrar para a empresa aquilo que falta hoje nos seus profissionais, trabalhando e apoiando os talentos dentro de casa. Isso porque buscar profissionais será uma tarefa cada vez mais difícil, então trabalhar com aqueles que já estão aculturados, conhecem os processos e entendem a empresa é o que pode garantir melhores resultados.

Por isso defendo que a mudança no futuro do mercado de trabalho está nas mãos do RH, que precisa cada vez mais fazer parte da estratégia das organizações. A área não pode se colocar em um papel só de suporte, tem que assumir o protagonismo da mudança pela qual as empresas estão passando, afinal empresas não fazem nada, quem faz são as pessoas! Se uma organização atravessa um processo de mudança, tem que começar pelas pessoas que fazem parte dela. E uma vez que isso envolve pessoas, envolve com certeza o RH.

* Marcelo Souza – CEO do Grupo Soulan e Country Manager da Thomas International Brasil.

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