Gerar engajamento e motivação, o maior desafio dos líderes no pós-pandemia

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Todo gestor ou líder sabe que colaboradores motivados são um pré-requisito para o sucesso de qualquer negócio, independentemente do mercado de atuação da empresa.

Também não é novidade que a pandemia obrigou que as empresas fizessem diversas reestruturações para garantir a segurança de seus colaboradores. Para muitas, no “olho do furacão”, pontos importantes podem ter sido deixados de lado ou ganhado menos atenção do que mereciam, como é o caso dos projetos de engajamento de equipes.

Estudos globais reforçam a importância dessas iniciativas como ferramentas essenciais não só para a área de Recursos Humanos, mas principalmente na estratégia de negócios das empresas. Entre esses estudos, menciono um mais antigo da consultoria Willis Towers Watson, de 2012. O levantamento mostrou que empresas com alto engajamento conseguem triplicar sua margem operacional anual em comparação com aquelas que têm com colaboradores menos engajados.

Já um estudo do Gallup de 2018, realizado com diversas organizações ao redor do mundo, revelou que apenas 15% dos colaboradores relataram estar engajados. Em 2020, o mesmo instituto avaliou os impactos da pandemia nas empresas e constatou que a desmotivação de funcionários nesse período resultou em prejuízos de mais de 5 trilhões de euros relacionados à perda de produtividade em todo o mundo.

Considerando o número extremamente baixo de funcionários engajados e o alto custo dos funcionários desmotivados, é fundamental que as empresas comecem ou retomem seus investimentos em estratégias e programas de treinamento voltados à motivação e engajamento.

Ao longo dos últimos 25 anos, esses temas vêm sendo amplamente discutidos por psicólogos e profissionais de RH e T&D, mas com o impacto da pandemia as definições de engajamento e motivação foram ampliadas para além da relação dos funcionários com sua função direta, incorporando os contextos sociais e psicológicos desse período, que inevitavelmente impactam na produtividade e resultados das equipes.

Na área de Recursos Humanos, o termo engajamento do funcionário é definido como a experiência positiva resultante dos relacionamentos e da função que desempenha, além das recompensas obtidas no local de trabalho – ou seja, funcionários intrinsecamente motivados amam o que fazem e se esforçam para dominar novas habilidades e ter sucesso.

Com isso, é possível assimilar que o alto engajamento e a motivação estão consistentemente correlacionados a resultados individuais e organizacionais positivos. Isso demonstra que ampliar esse debate e os investimentos em programas com esse objetivo pode se refletir em uma vantagem competitiva sustentável para as empresas. Afinal, quando as pessoas estão felizes e prosperando, o mesmo acontece com as organizações para as quais trabalham.

Na busca por uma estratégia de engajamento eficaz, é necessário entender os comportamentos, estilos de comunicação, potencial e níveis de engajamento e motivação de sua força de trabalho.

Felizmente hoje a área de Recursos Humanos pode contar com uma vasta gama de avaliações comportamentais que fornecem insights profundos sobre esse panorama, incluindo preferências, pontos fortes, limitações e estilo de comunicação de seus profissionais, o que contribui para entender melhor o perfil de cada um deles e criar equipes fortes e eficientes.

Lançar mão do uso dessas inovações é o primeiro e mais importante passo a ser dado pelas empresas que querem contar com times motivados e engajados, prontos para superar os desafios que possam surgir futuramente.

Não é de hoje que as avaliações de personalidade são importantes para predizer o sucesso no trabalho e o risco de desvios na trajetória de um profissional. Conhecendo a personalidade dos seus colaboradores, as empresas são capazes de definir mais facilmente um caminho claro para ajudar a impulsionar suas carreiras.

Já se o objetivo é descobrir de forma rápida e eficiente o nível de engajamento dos funcionários, é possível utilizar uma ferramenta específica, que proporciona essa visão em relação a equipes, departamentos e a organização como um todo. Esse entendimento pode então ser usado para identificar as áreas que mais se favoreceriam com as iniciativas de engajamento, além de orientar a definição do pacote de benefícios.

Com base em minha experiência na área de treinamentos corporativos, acredito que entre os principais desafios futuros de líderes e gestores está o de descobrir quem são e como se sentem seus colaboradores, para poderem desenvolver iniciativas que engajem e motivem suas equipes a ponto delas se sentirem, efetivamente, parte do sucesso das empresas.

Rejane Matos – É Administradora com especialização em Inteligência de Mercado e gerente de Marketing do Grupo Soulan.

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