O trabalho híbrido veio para ficar e as empresas precisam desenvolver a força de trabalho para essa nova realidade

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Após as grandes mudanças que a pandemia trouxe ao mundo do trabalho, algumas tendências são unanimidade entre os especialistas na área. Entre elas, a principal dentro da estratégia de retenção e valorização das equipes talvez seja a de oferecer maior flexibilidade aos colaboradores.

Nesse sentido, temos visto muitas empresas anunciarem que a escolha pelo trabalho presencial ou remoto agora está nas mãos dos funcionários. Um bom exemplo é a gigante Google, que divulgou recentemente que cerca de 10 mil profissionais de suas equipes se candidataram para trabalhar remotamente em tempo integral ou pediram transferência para outras localidades, sendo que 85% desses pedidos foram aprovados pela empresa.

A flexibilidade tem sido um grande diferencial e passou até mesmo a ser encarada como uma nova categoria dentro do pacote de benefícios que as organizações oferecem aos funcionários. Tenho acompanhado algumas empresas parceiras adotando soluções híbridas e acredito que essa é uma mudança muito positiva para as relações de trabalho. Mas sabemos que, em algum momento, será necessária a presença física do funcionário na empresa, principalmente porque as pessoas precisam se socializar com os colegas de trabalho, líderes e clientes. Sabemos também, entretanto, que essa necessidade é menor agora, pois a crise de saúde mundial que enfrentamos acabou por promover mudanças sociais e de trabalho que não eram vistas desde a revolução industrial.

A força de trabalho híbrida veio para ficar. Na pandemia descobrimos que o ser humano é totalmente adaptável. No início, é claro que enfrentamos dificuldades com o home office. Conciliar as aulas virtuais dos filhos, as tarefas da casa e o trabalho empresarial foi realmente uma tarefa árdua, mas hoje podemos dizer que superamos tudo isso e já conseguimos lidar com o trabalho remoto com naturalidade e sem prejuízo algum para os resultados e a produtividade dos negócios.

O contrário também é verdadeiro. Afinal, para quem terá que voltar à rotina presencial, serão necessárias novas adaptações. Acredito que essa retomada vai exigir bastante paciência de todos – empresas e funcionários – e por isso é fundamental considerar alguns pontos: a atual saúde física e mental dos colaboradores, as condições de segurança da estrutura física da empresa em relação à prevenção do contágio pelo coronavírus, a definição de prazos, comunicação entre as equipes e outras questões que as companhias não podem deixar de lado, uma vez que a pandemia ainda não acabou.

Os cuidados são essenciais para que a retomada seja totalmente segura para todos. As empresas precisam estar preparadas para oferecer um ambiente de trabalho seguro e confiável, proporcionando condições para que a adaptação dos funcionários seja a mais flexível e maleável possível.

Já para quem vai continuar trabalhando remotamente é preciso estar atento a algumas questões para que não haja impactos na produtividade e nos resultados do trabalho em si. Para isso, é fundamental manter o foco dos funcionários e ajudá-los a distribuir as tarefas ao longo do dia, de forma que eles consigam entregá-las no tempo e na qualidade esperadas. Fazer uma correta gestão de tempo é o melhor caminho para que o home office dê certo, mas é fundamental incluir pausas durante o dia para garantir a saúde mental.

Com a nova era do trabalho híbrido que veio para ficar, as empresas também devem se organizar para garantir que os profissionais se sintam seguros e amparados, qualquer que seja o formato de trabalho pelo qual optem por seguir. Por isso, garantir que as equipes sejam gerenciadas de forma eficaz em uma situação híbrida é essencial. Vários fornecedores fornecem soluções inovadoras para funcionários remotos, com softwares de gestão de profissionais a distância que pode ajudar no dia a dia.

E para que uma equipe híbrida funcione com sucesso, as empresas precisam criar uma cultura de mudança e desenvolver sua força de trabalho contemplando essa nova realidade. Uma cultura que entenda que nem todos os papéis são os mesmos de antes, e que as conquistas futuras dependem da forma como a empresa gerenciará seus objetivos sociais e de negócios.

Hoje é possível fazer isso a partir do conhecimento do perfil e das habilidades de cada profissional da equipe. Existem ferramentas que conseguem antecipar as capacidades de entregas dos indivíduos e, com base nos resultados de cada profissional, os líderes são capazes de planejar e organizar o trabalho para alcançar e até mesmo superar as metas de suas respectivas áreas, contribuindo de forma efetiva para o sucesso das estratégias globais da empresa.

Edilaine Carvalho – Gerente Administrativa e Financeira do Grupo Soulan.

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