No passado, decisões sobre pessoas eram guiadas por percepção e experiência. Em um ambiente de negócios cada vez mais veloz e competitivo como o atual, porém, essa abordagem isolada já não é suficiente. O RH moderno precisa não apenas de sensibilidade humana, mas de clareza, precisão e previsibilidade. É nesse cenário que as decisões apoiadas em dados prosperam.

Já é amplamente reconhecido que o custo do turnover impacta de forma significativa os resultados das empresas. Diante disso, cabe à área de RH sustentar decisões baseadas em evidências, contribuindo para proteger a competitividade da organização.

Em mercados dinâmicos como o brasileiro, onde há grande movimentação de admissões e desligamentos ao longo do ano, esses custos se multiplicam rapidamente. Em contextos de alta rotatividade, erros de contratação, atrasos no preenchimento de vagas e falhas de integração geram não apenas desperdício financeiro, mas também instabilidade operacional e perda de conhecimento nas equipes.

Mais do que custos, o impacto da experiência de candidatos e gestores também precisa ser medido. Relatórios globais de benchmark do Talent Board, baseados em centenas de milhares de respostas, mostram que métricas como NPS e avaliações qualitativas do processo seletivo revelam como o recrutamento é percebido por quem participa dele. Essas percepções influenciam diretamente a marca empregadora e a disposição dos profissionais de voltar a se candidatar ou recomendar a empresa, afetando a capacidade de atrair talentos no médio e longo prazo.

Quando uma empresa mede e monitora esses indicadores, o RH deixa de apenas reagir e passa a antecipar riscos, mas isso só acontece de forma consistente quando os dados são organizados de maneira estratégica. É nesse ponto que o braço de Business Intelligence da Soulan se torna um diferencial.

Indo muito além de um painel de números, nosso BI organiza os indicadores de recrutamento e gestão de talentos em uma leitura visual e executiva, permitindo que o RH e as lideranças compreendam rapidamente o que está acontecendo com suas equipes, seus processos e seus custos. Ao reunir métricas como time to hire, turnover, custo por contratação, absenteísmo, qualidade das admissões e NPS em um único ambiente, transforma dados dispersos em visibilidade prática, revelando tendências, gargalos e riscos antes que eles se convertam em perdas operacionais ou financeiras.

Na prática, isso muda o papel do RH dentro da organização. Em vez de trabalhar apenas com relatórios retrospectivos, o time passa a atuar de forma proativa, identificando, por exemplo, áreas com maior rotatividade precoce, processos seletivos mais lentos do que o padrão ou dificuldades recorrentes de retenção. Com essa leitura estruturada, é possível corrigir rotas rapidamente, ajustar perfis, aprimorar a integração de novos profissionais e proteger a produtividade das equipes. Assim, o BI atua como uma ferramenta de decisão estratégica, conectando pessoas, desempenho e resultados do negócio.

Esses indicadores criam uma conexão direta entre as práticas de RH e os resultados corporativos. Uma tomada de decisão informada permite reduzir vagas abertas por longos períodos, evitar contratações inadequadas e fortalecer a retenção.

O futuro das organizações será moldado por quem consegue transformar dados em decisões inteligentes. No campo da gestão de pessoas, isso significa combinar o olhar humano com indicadores claros e tecnologia de análise, garantindo não apenas eficiência operacional, mas também uma vantagem competitiva sustentável em um mercado cada vez mais disputado.

Nicolas Ferreira, gerente de contas do Grupo Soulan