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Geração Z no trabalho: desafios e expectativas.

Temos visto, muitas vezes, que lidar com a Geração Z no trabalho é um desafio. Mas um ponto tem me chamado bastante atenção: a percepção de que essa geração teria menos ambição de liderar. Por muitos anos, o desejo de ascender a cargos C-level esteve no imaginário da maioria dos profissionais — e hoje isso mudou.

Os desafios da Geração Z no trabalho

O mercado de trabalho em constante transformação exige que os profissionais lidem quase que diariamente com inovações tecnológicas que afetam o dia a dia — incluindo a indústria 4.0 e 5.0 e a Inteligência Artificial. Somadas à alta rotatividade e à pressão por resultados, essas mudanças ajudam a explicar por que liderar deixou de ser tão atraente.

No entanto, é preciso reconhecer que as diferentes expectativas dessa geração não nascem do vazio. Ela cresceu em um contexto de crises econômicas, transformação digital acelerada e discussão pública sobre saúde mental. Cobrar dela o mesmo tipo de ambição das gerações anteriores, sem entender o contexto que a formou, é um erro estratégico.

As expectativas da Geração Z

Como a primeira geração verdadeiramente nativa digital, os profissionais da Geração Z nasceram em um cenário repleto de informações e com fácil acesso a elas. Essa característica intensificou a impaciência natural da juventude e exige das lideranças maior clareza de direção.

Para a Geração Z, o trabalho em grandes empresas envolve superar desafios relacionados à inquietude desses jovens, que contrasta com os processos e as burocracias tradicionais e por muitas vezes lentos das grandes organizações. A distância entre as expectativas dos jovens e a realidade corporativa muitas vezes resulta em frustração. Para reduzi-la e obter o melhor desses profissionais, é essencial um acompanhamento constante, com metas objetivas e comunicação clara.

Como mantê-los engajados e motivados

Os integrantes da Geração Z são multitarefa e estão acostumados a lidar com várias atividades simultaneamente. Quatro elementos ajudam a mantê-los engajados: propósito claro, feedback frequente, oportunidade real de desenvolvimento e flexibilidade.

A Geração Z se motiva fortemente por questões de Diversidade, Inclusão e Consciência Social e Ambiental, associadas às práticas de ESG (Environmental, Social and Governance). Essa geração exerce o senso crítico como forma de ampliar a diversidade dentro dos ambientes organizacionais, buscando ver como suas ações influenciam positivamente a empresa e a sociedade.

Em suma, é preciso construir o relacionamento com essa geração como uma via de mão dupla. Enquanto os gestores adaptam suas estratégias para engajar os jovens, esses profissionais precisam estar abertos a compreender a dinâmica corporativa. Uma postura flexível de ambos os lados é crucial para o sucesso organizacional.

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